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martes, 30 de octubre de 2007

La muerte del hombre amarillo de Paul Guillén (traducción al portugués de Antonio Miranda)


En el importante Portal de Poesía Iberoamericana de la Universidad de Brasilia acaba de aparecer mi poema "La muerte del hombre amarrillo" en una traducción al portugués realizada por el escritor Antonio Miranda. En la seción peruana también podemos encontrar traducciones de poetas como César Vallejo, Jorge Eduardo Eielson, Javier Sologuren, Blanca Varela, Carlos Germán Belli, Javier Heraud, Antonio Cisneros, Marco Martos, Carlos López Degregori, Carmen Ollé, José Luis Ayala, Manuel Pantigoso, Rocío Silva Santisteban, Rosella Di Paolo, entre otros.
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En este link pueden ver el texto en español y en portugués: http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/peru/paul_guillen.html
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TEXTO EM PORTUGUÊS
Tradução de Antonio Miranda

PAUL GUILLÉN
A MORTE DO HOMEM AMARILLO

Vivo dentro da fantasia paranóica do fim do mundo e não só não quero sair dela senão que pretendo que os demais entrem nela
LEOPOLDO MARÍA PANERO

Diante da cidade, frente ao mundo, a bela mãe pariu um palhaço
irrisório mas azul. Maldito coito amárelo!
GUILLERMO CHIRINOS CÚNEO

Não são mais que instantes, mas neles vejo muito mais além da terra
RAINER MARÍA RILKE


se de um frio vapor pudesses ver a clepsidra de tua mãe
latir entre as úberes
não imaginarias o mesmo para ti?
e te abrirías as pernas como uma mandrágora cálida
esperando que te orvalhe algum líquido celeste
entre as coxas
e no lixo de ossos e frutos secos
encontrarías um animal enfebrecido e amárelo —maldito palhaço azul—
cheio de escombros e lêndeas
acaso terias imaginado viver
apenas de bosta
e úberes?
mas é a mãe quem te amamenta com um terrível
líquido amárelo
e te faz ser como és
maldito seio amárelo
que se assemelha à úbere de uma vaca no cio
e aos vermes que aram
seus círculos
concêntricos e reais
se a leveza se estropeia com o peso dos astros
e escutas
o soluço do infante não nascido
mãe vem dar-me de teu líquido verde
agora que estás a ponto de morrer
e não me mintas
que acreditavas em mim
Hoje falei com meu avô
quiçá depois de cinqüenta anos
achei-o parecido comigo
ele pensa que continuo pequeno
mas não percebe que já tenho um pênis grande
e que agora me agradam os tratos com esses negociantes
e eu que caminhava por esta cidade
sem lembrança de mim mesmo
e agora as ruas não são as mesmas
e o único que posso recordar são os amigos e as viagens
para não voltar nunca nem antes
maldito líquido violeta que puseste em teu véu
de noiva
quando me abandonaste nesse altar —no qual não creio,
mas igualmente me doeu— então,
ainda duvidava das premonições
e te fitava fixamente
e de repente me roubaram a carteira!


Página publicada em outubro de 2007,
por indicação de Rolando Revagliatti.

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